29.12.07





~











chegar nU corpO a b e r t O



cheGar







como quem danÇa

como quem teCe

como quem

redOndaMente




se amanheCe






__________________________________




2008 :)

28.12.07

~




OS PRISIONEIROS DAS CASAS











Jamais conseguiremos resolver o mistério de saber se somos nós que
habitamosas casas ou se são as casas que nos habitam.
Devagar, as casas tomam conta de nós e assistem à lentidão dos gestos.
Algures, alguém segura
uma chávena.
No momento em que falo, em que as minhas palavras se oferecem já ao
esquecimento, há uma rapariga que veste um vestido colorido para a noite de
estio. Há um espelho desejando a música que perpassa em seus ombros e uma
solidão de séculos mordendo a melancolia. Um rapaz sonha a rapariga.
Um outro rapaz sonha ser a rapariga. E a casa sonha-os, como personagens que ardem.
Portas abrem-se e fecham-se com estrondo.




Janelas convidam suicidas.
Janelas
convidam janelas. Janelas espreitam a tarde escorrendo pelas paredes, a procura
vã da velha mulher, a loucura toda de um fim de dia.
Por entre os lábios, juntamos palavras à matéria das casas. Mas as
casas
persistem em seu silêncio e sobrevivem-nos nesse silêncio. As casas
imaginam-nos como gostaríamos de ter sido e a nossa vida é uma sucessão de
casas que o tempo vai escurecendo. O corredor oblíquo da infância, o arco
desmedido da entrada, o desespero das mãos, a vastidão da mesa, a crua
simplicidade da velha arca.




Quem é capaz de conter a implosão das casas em nós?
Quem segura nosso peito?
Quem colhe um a um os pedaços? Quem, entre ruínas, nos fala ainda?
E dentro da casa todas as coisas.
De um tempo imemorial,
as coisas.
Minuciosas,como um ritual, as coisas. Mnemónica de sempre, as coisas.
Elegia permanente,as coisas. Ode permanente, as coisas.
O homem das sete partidas regressa cansado à casa e chora. As sete
partidas
só existem a partir da casa. E somos todos - todos! - prisioneiros das
casas.



















poema.casa :) de João Teixeira Lopes (forma alterada)










foto1AnkeMK2Yosef
















~

27.12.07





The Position










They let me in. I went right up to the nursery

and climbed into the crib, and assumed the famous
fetal position.


They didn't know what to make of it. They stood

by the crib looking down at me.



They were young. This was their house. Instead
of an infant, a grown man is in the nursery.




Of course they hadn't planned on anything like
this. It never occurred to them that anything
like this could happen.


I had made my move. All I could do was to keep
the position, pretending to sleep . . .









A Posição




Deixaram-me entrar. Subi de imediato até ao quarto das crianças e
trepei para o berço e adoptei a famosa posição fetal

Eles não sabiam que pensar. Parados junto ao berço olhavam para mim.




Eram jovens. Estavam na sua casa.
Em vez duma criança tinham um adulto no berçário.




É claro que não tinham previsto nada disso.
Nunca pensaram que uma coisa deste género pudesse acontecer.

Eu tinha feito a minha jogada. Tudo o que podia fazer era manter a minha posição fingindo dormir...












Russell Edson(1935)ModificadoTraduçãoJoséAlbertoOliveiraInOTúnelFoto1nascidoParaAvidaPauloMadeira2ricardoLourenço

24.12.07





NAS









CER






de sangue ar musgo vento e água






~







.

9.12.07


~~





Uma mulher atravessando-o






















Um poema a encher-se de água


Uma mulher atravessando-o a nadar

Julgando-o um lago,





As palavras servem para tão pouco,

A água arrastou-as





Frágeis como a ponta seca do único beijo,

Purificando o amor de uma nadadora.

















Lawrence Durrel selected poems."atravessado" traduçãoSemIdFoto1poolJulius2semiColon

4.12.07

~~~~
mmmmmmmas já me doem as veias quando te chamo ~

































mas já me doem as veias quando te chamo




o coração oxidado enjaulou a vontade de te amar

os dedos largaram profundas ausências sobre o rosto

e os dias são pequenas manchas de cor sem ninguém














______________________________

~~

excerto de poema. al berto foto1transparênciasVitorSilva2suicideMartinHeiligmann3semId


1.12.07










@ os gatos são amarelos




três.gatos.verdes@@@

agora que escureceu o menor desejo teria um sentido delicado

os olhos velozes de um gato viam coisas belas



olhos velozes de um gato os teus olhos


(desde la noche hasta sus ojos de oro)

Tienen algo de búhos y de toscas serpientes, debieron tener alas cuando su creación.


(el gato quiere ser sólo gato y todo gato)

Mesmo parado ele caminha ainda
As selvas sinuosas da saudade
De ter sido feroz.


À sua vinda
Altas correntes de eletricidade
Rompem do ar as lâminas em cinza
Numa silenciosa tempestade.
Por isso ele está sempre a rir de cada


Um de nós

Ele aperta as maxilas, cerra os olhos, abre as narinas. e rosna.
Rosna, deliquescente, abraça-me e adormece.

@@cinco.gatos.amarelos@@@


@os gatos são cor de rosa azuis


















um.gato.gordo@


Eu não tenho gato, mas se o tivesse quem lhe abriria a porta quando eu morresse?



um gato nunca vai pelo mais óbvio


Veio depois, já em Coimbra,
uma gata que não parava em casa:
fornicava e paria no pinhal,

não lhe tive afeição que durasse,

nem ela a merecia, de tão puta.


(olhos velozes de um gato os teus olhos)




El gato, sólo el gato apareció completo y orgulloso:nació completamente terminado,
camina solo y sabe lo que quiere.
El hombre quiere ser pescado y pájaro,

la serpiente quisiera tener alas,
el perro es un león desorientado,

@@@@@@oito.gatos.lilás@@



el ingeniero quiere ser poeta,
la mosca estudia para golondrina,

(el poeta trata de imitar la mosca)

pero el gato quiere ser sólo gato y todo gato
es gato desde bigote a cola,
desde presentimiento a rata viva,
dois.rosa.gatos.@@


(desde la noche hasta sus ojos de oro)


Tienen algo de búhos y de toscas serpientes, debieron tener alas cuando su creación.


@os gatos são verdes vermelhos lilás
































Cem GatOs pardOs maiS Mil maiS Cem OutrOs que falaVam maiS OutrOs Mil que vOaVaM

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

.colagemSobreTextos.autoresDeTextosEfotosComment2

24.11.07






amavisse ~~
















































hilda hils
Como se te perdesse, assim te quero.

Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo)

assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro



Um arco-íris de ar em águas profundas.



Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.


Como se te perdesse nos trens, nas estações



Ou contornando um círculo de águas



Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.



amavisse

ama













visse









AmavisseHildaHilstAlteradoFoto1manuCardoso2serraFernandes3idem





















alessandra
. Coquetel Poético .





Não nego ser pedra de cais


Nem pétala lançada ao mar.

Face de gumes,

Traço caminhos de pó e sol

Sal e algas.

Corpo de espumas,

Som ancestral de guelras

Navego névoa

Alimento lumes,

águas.




~ forma alterada

21.11.07




~


~



sabia que não iam tocar o farol
mas a melodia já estava dentro de mim





sabia de uvas sabia água
enrola-se no meu corpo qual bicho

os rios risos sabia.que
uma aquática


geografia

muitos muros doces murmúrios

ainda me emociono com frases se ainda.me

a suave música quente de flanela



9ª diária

"a noite é maior; durante três andamentos fui imortal; e seis danças antigas tocaram tão bem mas tão bem os meus alunos; a noite pesa mais; eles ainda não sabem o que é o passado, dedilham para a frente; ainda me emociono com frases como anjo da minha alma por ti daria até a minha morte; a noite tem mais tecido, acrescenta-se levemente de flanela, enrola-se no meu corpo, aquece-o disfarçadamente como um sinuoso regresso dormente - qual o bicho que torna a casa para morrer? hoje não: dormir em paz, confesso; seis danças; vem cá ter, posso fazer um chá; apetece conversar; a noite não existe"

eugénio alves da cruz. porto. 16 de novembro de 2007.



transbordada.nas.costas.abertas.a.melodia

até



sabia que não iam tocar o farol
mas a melodia já estava dentro de mim
no ventre olhos alma minha meu anjo por ti



até



transbordado.o.peito o ventre de folhas a erva
os olhos alma minha alma olhos costas ventre ai



a noite.não existe a noite não existe


dança seis danças dança dorme.se
a noite não o chá o vinho

o chá folhas o farol dentro.de.mim.a.música


até



aconchegava as plantas.sussurrava-lhes.canções de embalar



a.alma.assim nus.dedos aromáticos tecidos pulsos.mãos veias canela até aqui ai
















~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~



alteração de un dress sobre textos de patrícia e paulo

in http://miolando.blogspot.com/

foto1geofDemAlt2je ne vous oublie pas rubenAndrade3uliGerritzen.








12ª diária



"podia dizer-te: amo-te; porque amava tanto e com tanta facilidade porque amava tanto e com tanta felicidade: agora receio: mas poderia dizer-te: o mundo nasceu antes de ti e de mim: mas o mundo nasceu quando te beijei: o mundo nasceu antes de nós mas nasceu quando te beijei: tudo acabará depois: tudo acabou antes: poderia ter dito: tenho medo do que te vou dizer: tenho medo mas a verdade é que: quero-te: porque me apaixonava com facilidade: e a facilidade estava presa a um verso a um poema a uma vontade enorme de dizer: amo-te: outra explicação: sobre os pés que vemos de cima: assentamos: o olhar: o andar: o acontecer: digo-te que o mundo nasceu antes de nós mas foi com um beijo nosso: sobre aqueles dois pés: experimentamos a felicidade sobre aqueles dois pés: há muitos outros: uma vez trocamos de pés: tudo passa a andar de outro modo: alguém perdido é alguém perdido, complexo; mas as mesmas questões de ontem moram nas de hoje: poderia dizer amo-te e beijar-te: porque gosto de ti e gostaria de te tocar: frágil, ainda anseio criar de novo o mundo e terminar depois dele, muito depois: frágil, ainda anseio fortemente criar de novo o novíssimo mundo, e o completo anterior a ele, e o absoluto que a esse anterior antecedeu; e morrer pouquíssimamente ou nada muito após o seu nobílíssimo final; parece-me que aprecias cosmogonias: escondo o medo no saxofone, finjo que não, como quem não quer e quer, seduzir-te com cosmogonias e esta noite apeteceu tanto aproximar os meus lábios dos teus e cheirar-te num silêncio tenso"

eugénio alves da cruz. porto. 22 de novembro de 2007



escrito por Paulo Alexandre Jorge às 01:34

http://miolando.blogspot.com/



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


19.11.07




? se se morre se



















talvez a singular vocação do corpo seja primeiro arredondar-se

para depois se separar em presumíveis tecidos

emaranhados de línguas unhas vapores e humidades












elípticos restos de vozes e dedos e apenas um fruto

moldado na casual relação entre desejo e luz

a jusante duma única noite radicado numa única chama







______________________________




____________________




foto1SemId2fieldsOfInnocenceKaiNordiCart3nunoBatista

17.11.07


~~


Devia morrer-se de outra maneira…








Devia morrer-se de outra maneira.
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.


Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos
os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer: "Fulano de tal comunica
a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje
às 9 horas. Traje de passeio".



E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos
escuros, olhos de lua de cerimónia, viríamos todos assistir
a despedida.


Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
"Adeus! Adeus!"


E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento,
numa lassidão de arrancar raízes...
(primeiro, os olhos... em seguida, os lábios... depois os cabelos... )
a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se


em fumo... tão leve... tão subtil... tão pólen...
como aquela nuvem além (vêem?) — nesta tarde de Outono
ainda tocada por um vento de lábios azuis...









_________________________________________




joséGomesFerreira/alterado.F
otos1NC,2deathMSevy3flowerTripSuzanneB.

13.11.07




idade









Existe somente uma idade para a gente ser feliz,

somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível

sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a

despeito de todas as dificuldades e obstáculos.





Uma só idade para a gente se encantar com a vida

e viver apaixonadamente

e desfrutar tudo com toda intensidade

sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar

e recriar a vida à nossa

própria imagem e semelhança

e vestir-se com todas as cores

e experimentar todos os sabores

e entregar-se a todos os amores sem preconceito, nem pudor.







Tempo de entusiasmo e coragem

em que todo desafio é mais um convite à luta que

a gente enfrenta com toda disposição de

tentar algo novo, denovo e de novo,

e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e

tem a duração do instante que passa ..






Mário Quintana

30.10.07

~~










El fuego es una piedra momentánea.


Algo compulsivo, como la ley de gravedad o la mordida

esta pedra quase ventre

de los elementos que la erosionan,

el uno mismo, el agitado,

mueve la piedra al centro de pensar:


aquí jace

esta pedra quase vento

Hay un jugo en Cioran, que la disuelve.

esta pedra quase verde quase ventre quase água








desconstruçãoSobreTextoDeRafaelCourtoisie inEstado solido

.fotos1aCaminhoFPeter2stoneRobbyBallhause

26.10.07




A fonte





Sento-me agora diante de ti

com todas as minhas árvores

todas as minhas pedras

as luas e as flores das janelas

com que sonhei

com todos os meus poemas

as letras do meu nome

e este mar que me submerge

Sento-me agora diante de ti

com todo o meu sangue

todas as estradas das cidades tumultuosas

e as asas de julho em fogo

Sento-me diante de ti agora

e raras vezes fui tão inteiro

Sento-me agora diante de ti

com uma mão verde

que os teus ventos acariciam

e tudo o que posso fazer

é escrever

escrever

e escrever

confiar o mundo inteiro

no coração dum pequeno poema

à dimensão da tua mão tépida





.Ibrahim Nasrallah.trad.sem.id.foto1MikeWeniger2Stimmung.




















______________________________________________________________________





Ibrahim nasceu em Amman, Jordania, em 1954. é poeta, novelista, professor, periodista, pintor e fotógrafo.

publicou 10 libros de poesia, sete novelas, e dois livros para crianças.

"Ibrahim Nasrallah is a writer of figurative poems, but he always expects trouble from his books"

Richard Lea Guardian Unlimited





~~

5.10.07

















porquê um escrito errante e cifrado fere tanto?

Distantes as que parecem aves só porque deslizam

num bando disposto por um tino que
mal suspeitamos



sobre o ninho ameaçador que submerge o céu inteiro,

sem ouvirmos os brados que supomos entrelaçam

para se manterem cúmplices e avançarem em arco,




na cinza escrevem-no para quem, ao olhá-las, tudo tema.


Atinge-nos assim uma elegia átona, a súplica num perigo

onde logo nos precipitamos sem conhecermos defesa.

















Manietados, acorremos a este apelo a ninguém

que se abeira e intensifica até ser uma seta

contra nós expedida por esse arco incessante.






_______________________________________







abre aí

abra aí
a b r e a l i

a b r a l i

a b r e a

a li

re li

r e l i

a l i



li

a









________________________________



joséBentoAlgunsMotetosFotosCarlaSalgueiroMariaFlores
abaixoHerbertoHélderImagemde
http://jugioli.blogspot.com/

3.10.07











Paradise
Is exactly like
Where you are right now



Only much much


Better «««««««»»»»»»»»




I saw this guy on the train
And he seemed to gave gotten stuck
In one of those abstract trances.
And he was going: "Ugh...Ugh...Ugh..."

And Fred said:
"I think he's in some kind of pain.
I think it's a pain cry."
»»»»»»»»»»»»»»«« And I said: "Pain cry?

Then language is a virus."
Language! It's a virus!
Language! It's a virus!
Well I was talking to a friend
And I was saying:
I wanted you.
And I was looking for you.
But I couldn't find you. I couldn't find you.

And he said: Hey!
Are you talking to me?

Or are you just practicing
For one of those performances of yours?




Huh?
Language! It's a virus!
Language! It's a virus!
He said: I had to write that letter to your mother.
And I had to tell the judge that it was you.
And I had to sell the car and go to Florida.


Because that's just my way of saying (It's a charm.)

»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««
That I love you. And I (It's a job.)

Had to call you at the crack of dawn (Why?)

And list the times that I've been wrong.Cause that's just my way of saying
That I'm sorry. (It's a job.) «««««««
Language! It's a virus!Language! It's a virus!
Paradise

Is exactly likeWhere you are right nowOnly much much (It's a shipwreck,)
Better. (It's a job.)
You know? I don't believe there's such
a thing as TV. I mean -
They just keep showing you
The same pictures over and over.

And when they talk they just make sounds

That more or less synch up
With their lips.
That's what I think!
Language! It's a virus!
Language! It's a virus!







««««««««««»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»» Language! It's a virus!

Well I dreamed there was an island
That rose up from the sea.
And everybody on the island
Was somebody from TV.
And there was a beautiful view

But nobody could see.
Cause everybody
on the island
Was saying: Look at me! Look at me!
»»»»»»»»
Look at me! Look at me!
Because they all lived on an island
That rose up from the sea.
And everybody on the island
Was somebody from TV.
And there was a beautiful view
But nobody could see.


Cause everybody on the island
Was saying: Look at me! Look at me! Look at me!
Look at me! Look at me! Why?
Paradise is exactly like
Where you are right now

Only m u ch mu ch better.







.LanguageIsAVirusLaurieAndersonAlterado.

.as palavras....

ainda não sei quase nada delas.

há dias em que me são completamente estranhas.

.de chumbo.

e então este texto de laurie anderson.que ela canta.diz.

até a manhã...