
Terás então a chave do mistério
Verás um passo da ressurreição
Dentro de ti, homem sem divindade.
Na força efémera do teu coração
Há-de pulsar a própria eternidade.

Virás depois à tona acrescentado.
O corpo no clarão, purificado;
O espírito coberto doutro manto!
Um, encantado,
Outro, a sair do encanto!





Na terra chã ninguém se transfigura!
Cada beijo é um punhal que te procura,
Cada entrega é uma morte.
Vai na tua candura,
Ao encontro do gume que te corte!

/.miguel.torga. in nihil sibi/